100nada

Janeiro seis

Não, não me comovam. Não mexam comigo. Não me toquem, fiquem à distância que me impus, um braço esticado com a mão em pára, o lado de lá do muro, um quilómetro ou um oceano de distância, fiquem lá e eu aqui, não mexam comigo. Não quero senão o meu…

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Janeiro dois

A fotografia do dia não a tirei, claro, ia a guiar. Chuva torrencial e uma rotunda cheia de erva e plantas verdes. No meio das plantas, uma mais estranha e eu a passar e a pensar o que é aquilo? E depois, já na fotografia mental, é um tipo vestido…

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Janeiro um

Não há resoluções de ano novo, nunca resultam. Mas há sempre intenções. E a minha é ser mais feliz. Não que não seja, mas distraio-me. Quando tenho coisas que me pesam, distraio-me e não aprecio as coisas boas como merecem. Dou por elas, sei que são momentos bons mas não…

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Vistas curtas

Ainda se vê uma tira de mar. A vista foi desaparecendo com o tempo e a exuberância da flora. No lugar dela, dessa água agora quase imaginária, sobrou uma mancha vaga e disforme, a ocupar o espaço que vai dos olhos à distância, como se a visão ali falhasse, quebrada.…

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letter to self

Segue, nâo penses muito, não penses nada, não penses em nada, apenas segue os dedos no teclado; há coisas que não mudam, templates brancos, os dedos a correr sobre as teclas, há hábitos (manias) que, não sendo iguais, podem ser replicados, mesmo que agora pareça ainda estranho, segue sem pensar,…

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